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Embrapa Cerrados: discussões de workshop servirão de base para definir estratégias

O workshop “O Cerrado no contexto das mudanças climáticas globais” foi encerrado na última sexta-feira (20) com balanço positivo. “Tivemos aqui nesses últimos três dias palestras com elevado nível técnico. O documento que será gerado a partir desse encontro vai orientar as pesquisas sobre mudanças climáticas na nossa unidade”, avaliou Fernando Macena, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Embrapa Cerrados, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária localizada em Planaltina (DF). A avaliação positiva foi compartilhada pelo coordenador do workshop e pesquisador da unidade, Gustavo Mozzer. “O trabalho realizado vai dar um bom subsídio para nossa chefia, que poderá usar esse material como componente importante da sua estratégia daqui pra frente para discutir o assunto”.

Mozzer explicou como foi estruturado o workshop. “Nos dois dias iniciais o objetivo era tentar concentrar especialistas na área de mudança do clima, que têm relação direta ou indireta com a questão do Cerrado, para exporem suas idéias e, nesse processo, tentarmos construir ou fomentar a percepção dos nossos colegas sobre o tema. Uma das nossas preocupações era saber se todos conseguiam entender a dimensão do assunto e se estavam atualizados com o tamanho que esse problema tem ganhado em repercussão na mídia e nas negociações internacionais. Foi uma oportunidade para nivelarmos o conhecimento e, a partir daí, fomentarmos as discussões do último dia”.

No terceiro dia de workshop foram formados dois grupos de pesquisadores. Eles trabalharam em cima de um roteiro direcionado de perguntas. “Foram pensadas questões-chave sobre o que eles entendem sobre os componentes fortes de qualidades potenciais da Embrapa Cerrados e deles mesmos e, também as questões fracas, as deficiências, quais pontos precisam ser melhorados e onde estão os gargalhos para que a nossa unidade atue de maneira consistente e sistêmica no enfrentamento das mudanças do clima”, afirma Mozzer. A partir de agora, segundo ele, vai ser formatado um documento que irá sintetizar o assunto.

O workshop foi realizado entre os dias 18 e 20 de novembro no auditório da Embrapa Cerrados e, nesses três dias, contou com a participação de especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Serviço Florestal Brasileiro, Universidade de Brasília (UnB), Ministério de Ciência e Tecnologia, Ministério do Meio Ambiente, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), além das unidades da Embrapa: Informática Agropecuária, Instrumentação Agropecuária e Agrobiologia.

Impactos

O pesquisador Gustavo Mozzer falou em sua palestra dos novos mecanismos de flexibilização no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima. Segundo ele, para os países em desenvolvimento o que importa é a mudança do padrão de crescimento de emissões. “Nós devemos nos preocupar mais com as ações, mais em implementá-las, do que ficarmos neuróticos para saber se aquilo de fato está reduzindo. A redução das emissões é importante, mas o mais importante mostrar que estamos alterando nosso padrão de crescimento”, argumentou.

O pesquisador da Embrapa Agrobiologia, Bruno Alves, participou do segundo dia do workshop e tratou do impacto dos sistemas agrícolas do Cerrado sobre os estoques de carbono do solo e emissões de óxido nitroso. Segundo ele, no Brasil, o desmatamento e a agricultura representam 80% das emissões de gases atmosféricos. “O Cerrado logicamente acaba tendo um papel importante dentro desse cenário de emissões porque corresponde de 30 a 40% da produção agrícola nacional. Existe uma necessidade de se fazer alguma coisa para diminuir esse impacto”, enfatiza. O pesquisador defende que é preciso investir em modelos de produção que resulte em baixas emissões de óxido nitroso e que não altere o estoque de carbono no solo.

A relevância das emissões de metano do setor agropecuário no Cerrado foi avaliada pelo pesquisador Luís Gustavo Barioni, da Embrapa Informática Agropecuária. Ele explicou que a digestão dos bovinos ocorre de forma diferente. “A maioria dos açúcares e das fibras nesses animais são fermentados antes da digestão, por isso é que o ruminante produz uma quantidade tão grande de metano. A nossa fermentação ocorre depois da digestão, então a quantidade de açúcares que está disponível para o processo fermentativo é muito menor”.

Segundo ele, há pouco o que se fazer com relação a isso, com exceção de modificações na dieta dos animais. “Mas esse processo em si ocorre, não tem jeito”. De acordo com Barioni, algumas técnicas, no entanto, podem ajudar a diminuir o problema, mas ele avalia que talvez a solução esteja em alterar o sistema de criação bovina adotada pelo produtor. “A possibilidade de nós adicionarmos carbono na matéria orgânica do solo possui um potencial extremamente elevado, talvez seja essa uma das principais medidas que nós temos para mitigar a emissão na pecuária”, defendeu.

 

 

Texto e Fotos: Juliana Caldas (4861/14//90/DF)
Jornalista da Embrapa Cerrados
juliana.caldas@cpac.embrapa.br
(61) 3388-9945

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